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30.7.10
29.7.10
Sensação de incerteza, dúvida não sei de quê, tipo quando não sei se realmente acordei ou ainda sonho. Tenho motivos. Não sei se ganhei na loteria ou perdi. Tinha que ser numa quinta-feira. Melhor dia pra mim desde quando eu era preenchido.
Limpando livros, catalogando, dando uma olhadinha neles, e ouvindo o maravilhoso Mellon Collie and the Infinite Sadness.
Ganhei de presente faz tempo uma antologia, Poesia Moderna Russa, com reescrita dos irmãos Campos e Boris Schnaiderman. Abri num poema que gostei bastante, combinando com essa quinta de faxina transcendental:
Uma vez mais, uma vez mais
Sou para você
Uma estrela
Ai do marujo que tomar
O ângulo errado de marear
Por uma estrela:
Ele se despedaçará nas rochas,
Nos bancos sob o mar.
Ai de você por tomar
O ângulo errado de amar
Comigo: você
Vai se despedaçar nas rochas
E as rochas hão de rir
Por fim
Como você riu de mim
1919-1921
Vielimir Khlébnikov (1885-1922)
Tradução de Augusto de Campos
Fosse antigamente, teria me livrado dessa antologia fantástica pra jogar fora simbolicamente quem me deu. Agora não mais. Será que isso é amadurecimento?
Outro livro de poemas que abri inadvertidamente e certeiro pra essa quinta é do grande Walt Whitman:
Juventude não é o que tem a ver
comigo, delicadeza tampouco...
me entusiasmei e pus no twitter - que ainda não sei usar.
Limpando livros, catalogando, dando uma olhadinha neles, e ouvindo o maravilhoso Mellon Collie and the Infinite Sadness.
Ganhei de presente faz tempo uma antologia, Poesia Moderna Russa, com reescrita dos irmãos Campos e Boris Schnaiderman. Abri num poema que gostei bastante, combinando com essa quinta de faxina transcendental:
Uma vez mais, uma vez mais
Sou para você
Uma estrela
Ai do marujo que tomar
O ângulo errado de marear
Por uma estrela:
Ele se despedaçará nas rochas,
Nos bancos sob o mar.
Ai de você por tomar
O ângulo errado de amar
Comigo: você
Vai se despedaçar nas rochas
E as rochas hão de rir
Por fim
Como você riu de mim
1919-1921
Vielimir Khlébnikov (1885-1922)
Tradução de Augusto de Campos
Fosse antigamente, teria me livrado dessa antologia fantástica pra jogar fora simbolicamente quem me deu. Agora não mais. Será que isso é amadurecimento?
Outro livro de poemas que abri inadvertidamente e certeiro pra essa quinta é do grande Walt Whitman:
Juventude não é o que tem a ver
comigo, delicadeza tampouco...
me entusiasmei e pus no twitter - que ainda não sei usar.
28.7.10

Chocado. Alexandre Dumas tinha gente escrevendo romances pra ele. Ouvi o termo escritor-escravo no programa Entrelinhas, que exibiu matéria sobre o caso. Parece que apesar de tabu, é prática comum na indústria livreira e está virando assunto recorrente, pelo menos no cinema. Ghost-writer, por exemplo, novo filme do Polanski. E outros que tenho preguiça de buscar na memória. No filme do Polanski, Ewan-fetiche-MacGregor faz o verdadeiro escritor por trás do escritor fake. Interessante, o mesmo ator
fez papel de livro anteriormente, em Livro de Cabeceira. Por falar em antropomorfização de objetos - imagem recorrente em algumas narrativas de agora - tomei conhecimento hoje de uma cartunista-escritora, Gabrielle Bell. Em Cecil and Jordan in New York, uma jovem sente-se muito, muito inútil, e acaba se transformando numa cadeira. Esse quadrinho de Gabrielle foi adaptado para o cinema e compõe um dos curtas de Tokyo, que está em cartaz no momento. Gabrielle já ilustrou poemas de Emily Dickinson, como o trecho acima.
23.7.10
20.7.10
Encontro Explosivo com Tom Cruise é bem bom, gostei. Apesar de que gosto mais de Daniel Craig ou Angelina Jolie nesse tipo de filme. Cruise tá com os peitos meio murchos, ou sempre foi assim, ou é malhação tardia, não sei. Fiquei preocupado com os meus, parte do corpo importante pra mim no espelho.
Existe uma espécie de cliché na trilha sonora quando a Cameron aparece em algum filme. Algum hit do passado bacaninha e "up" toca.
Engraçado. Li agora no wikipedia, pra ver o título desse filme em inglês, que Cruise foi sacaneado pelo baba da igreja dele, cientologista, algo assim. Cruise confessava muita coisa na confiança e o cara, David Miscavige, gravava. Depois de um ano David ficou com peso e parou. Mas acabou postando num blog o recado veneno: "acorda Tom! Não é tarde demais mas o tempo tá passando." Isso reforça meu feeling: bitchcism all over. Não confio nem em terapeuta, quanto mais.
It's human nature: o "medo" (who knows?) de Tom. Assim como a sacanagem do baba.
Tou in luv com Sue Sylvester.
Existe uma espécie de cliché na trilha sonora quando a Cameron aparece em algum filme. Algum hit do passado bacaninha e "up" toca.
Engraçado. Li agora no wikipedia, pra ver o título desse filme em inglês, que Cruise foi sacaneado pelo baba da igreja dele, cientologista, algo assim. Cruise confessava muita coisa na confiança e o cara, David Miscavige, gravava. Depois de um ano David ficou com peso e parou. Mas acabou postando num blog o recado veneno: "acorda Tom! Não é tarde demais mas o tempo tá passando." Isso reforça meu feeling: bitchcism all over. Não confio nem em terapeuta, quanto mais.
It's human nature: o "medo" (who knows?) de Tom. Assim como a sacanagem do baba.
Tou in luv com Sue Sylvester.
15.7.10
Ouvindo cds antigos. Não tão antigos mas que faz tempo não ouço: Get behind me satan, white stripes, por exemplo. Parece que o tempo apura. Barulho bom.
Era pra eu dizer isso no twitter mas inda nao sei dizer lá: vi um bate-boca rápido na Borges de Melo. Uma doida buzinou pra uma hilux lenta, que de birra parou uns 6 segundos, depois seguiu. A mulher baixou a janela e gritou aprende a dirigir arrombado! Depois um cara baixinho barrigudo saiu do carro e disse pra mim, depois, quando morre...
O que é isso, eu pensei, L. A.? Mundo ficando muito o mesmo.
Era pra eu dizer isso no twitter mas inda nao sei dizer lá: vi um bate-boca rápido na Borges de Melo. Uma doida buzinou pra uma hilux lenta, que de birra parou uns 6 segundos, depois seguiu. A mulher baixou a janela e gritou aprende a dirigir arrombado! Depois um cara baixinho barrigudo saiu do carro e disse pra mim, depois, quando morre...
O que é isso, eu pensei, L. A.? Mundo ficando muito o mesmo.
14.7.10
Vi um filme sueco horroroso, Patrick 1.5. Como queer movie, consegue ser pior do que o israelense A Bolha. Muito pior. Não vou nem pontuar. Digo apenas que o personagem mais chato do filme tem cópia ambulante que mora na cidade de Limoeiro.
Não paro de escutar um disco sueco maravilhoso, Body Talk Pt. 1. Música eletrônica da boa, letras bem resolvidas e poderosas na voz de Robyn, que eu conhecia de uma colaboração com Basement Jaxx. Links links links
Ontem vi o programa da Ana M. Braga sobre espiritismo. Entendo tudo aquilo, no sentido amplo, e vou aceitar os convites para ver in loco como é a coisa toda. Mas sempre encontro brechas pra alimentar meu ceticismo. Por exemplo, o médium mencionou a viagem que uma moça desencarnada havia feito pros E.U. antes de morrer. Pensei, será que é difícil acertar que uma paulistana classe média de 21 anos tenha feito viagem pros E. U.? Se não for o caso de acertar o óbvio ou algo próximo disso, também acredito que há seres com a capacidade de "captar" as coisas. O que não implica ser prova da existência de um mundo paralelo. E na maioria das cartas mostradas no programa, os espíritos dizem que estão bem, num lugar ótimo. Aqueles que mencionam que quase desencarnaram, como a própria apresentadora, falam que a experiência fez com que se tornassem pessoas melhores. Na minha cabeça eu entendo que se o lado de lá é esse oásis em que todos ficam bem, eu vou mais é avacalhar no lado de cá... - tentei brigar semana passada no music box mas ninguém reagiu. Só uma sapata bêbada que nem conseguia abrir os olhos. - Enfim, sou incrédulo mas curioso. Seria preciso muitas encarnações pra minha evolução. Na verdade eu só queria fazer o que quero fazer nessa vida e foda-se se tudo não passar disso, dessa vida.
Não paro de escutar um disco sueco maravilhoso, Body Talk Pt. 1. Música eletrônica da boa, letras bem resolvidas e poderosas na voz de Robyn, que eu conhecia de uma colaboração com Basement Jaxx. Links links links
Ontem vi o programa da Ana M. Braga sobre espiritismo. Entendo tudo aquilo, no sentido amplo, e vou aceitar os convites para ver in loco como é a coisa toda. Mas sempre encontro brechas pra alimentar meu ceticismo. Por exemplo, o médium mencionou a viagem que uma moça desencarnada havia feito pros E.U. antes de morrer. Pensei, será que é difícil acertar que uma paulistana classe média de 21 anos tenha feito viagem pros E. U.? Se não for o caso de acertar o óbvio ou algo próximo disso, também acredito que há seres com a capacidade de "captar" as coisas. O que não implica ser prova da existência de um mundo paralelo. E na maioria das cartas mostradas no programa, os espíritos dizem que estão bem, num lugar ótimo. Aqueles que mencionam que quase desencarnaram, como a própria apresentadora, falam que a experiência fez com que se tornassem pessoas melhores. Na minha cabeça eu entendo que se o lado de lá é esse oásis em que todos ficam bem, eu vou mais é avacalhar no lado de cá... - tentei brigar semana passada no music box mas ninguém reagiu. Só uma sapata bêbada que nem conseguia abrir os olhos. - Enfim, sou incrédulo mas curioso. Seria preciso muitas encarnações pra minha evolução. Na verdade eu só queria fazer o que quero fazer nessa vida e foda-se se tudo não passar disso, dessa vida.
9.7.10
Aprendi alguma coisa sobre televisão ontem. Passei o dia vendo o caso do goleiro e da Eliza. Pensei em Poe, mas quase imediatamente percebi que não tinha nada a ver. Em seguida lembrei de A Sangue Frio do Capote. Esse livro, não era pra eu ter lido. Não é ficção, mas foi posto na prateleira literária, e acaba como um tipo de emboscada. Lê-lo foi como entrar sem saber em Chernobyl. Me fudi, de alguma forma. Perdi alguma coisa. O noticiário sobre o caso, assim como outros motes reais recentes, lembra o romance de Capote, mas é outra relação apressada, que no final não cola.
Nem sei como explicar isso: A Sangue Frio lembra a narrativa que a TV constrói a partir de determinada barbárie, por causa do elo jornalístico, temática medonha etc. Mas o livro do Capote tem uma gravidade que desequilibra as coisas nele, e desarranja o de fora, ou seja, eu-leitor. Já o folhetim de horrores do noticiário carrega uma essência de As Mil e Uma Noites, que no contexto televisivo fascina tanto quanto Sherazade. Eu quis desligar a televisão várias vezes e não conseguia. E nem era a história em si que chamava a atenção, mas a maneira como era contada. Os autores - são vários para uma história só - fuçam a pre-existência dos fatos para mostrar aos poucos, aproveitando ao máximo qualquer elemento que sirva de coringa para segurar a atenção do leitor-espectador. Eu queria pensar melhor sobre isso agora mas não dá. Em outra ocasião peso esses feelings com calma.
Mas falando em TV, ontem vi uma cena inusitada, cômico-desconcertante, bem comum em coisas como Os Simpsons, Família da Pesada... O programa é o login, uma dessas compotas de pêssego da TV cultura. O apresentador, um desses rostos ex-malhação, foi posto no ar agarrando outro - sem camisa, cabelo rasta, bonitão. O rasta vestiu a camisa rápido e saiu de cena. O ex-malhação ficou com cara de bunda e gruniu lá qualquer coisa pra colega dele. Ele disse algo como que o namorado rasta dele era o contra-regras, ou não. Deve tá no utube. O programa terminou com o apresentador constrangedoramente tentanto salvar a virilidade, avisando que o tema no dia seguinte seria "mulheres". Yes!, fez o coitado pra câmera.
Nem sei como explicar isso: A Sangue Frio lembra a narrativa que a TV constrói a partir de determinada barbárie, por causa do elo jornalístico, temática medonha etc. Mas o livro do Capote tem uma gravidade que desequilibra as coisas nele, e desarranja o de fora, ou seja, eu-leitor. Já o folhetim de horrores do noticiário carrega uma essência de As Mil e Uma Noites, que no contexto televisivo fascina tanto quanto Sherazade. Eu quis desligar a televisão várias vezes e não conseguia. E nem era a história em si que chamava a atenção, mas a maneira como era contada. Os autores - são vários para uma história só - fuçam a pre-existência dos fatos para mostrar aos poucos, aproveitando ao máximo qualquer elemento que sirva de coringa para segurar a atenção do leitor-espectador. Eu queria pensar melhor sobre isso agora mas não dá. Em outra ocasião peso esses feelings com calma.
Mas falando em TV, ontem vi uma cena inusitada, cômico-desconcertante, bem comum em coisas como Os Simpsons, Família da Pesada... O programa é o login, uma dessas compotas de pêssego da TV cultura. O apresentador, um desses rostos ex-malhação, foi posto no ar agarrando outro - sem camisa, cabelo rasta, bonitão. O rasta vestiu a camisa rápido e saiu de cena. O ex-malhação ficou com cara de bunda e gruniu lá qualquer coisa pra colega dele. Ele disse algo como que o namorado rasta dele era o contra-regras, ou não. Deve tá no utube. O programa terminou com o apresentador constrangedoramente tentanto salvar a virilidade, avisando que o tema no dia seguinte seria "mulheres". Yes!, fez o coitado pra câmera.
7.7.10
Reli Missa do Galo do Machado. Lembrei imediatamente de uma das cenas mais marcantes do filme O Curioso Caso de Benjamin Button, em que Tilda Swinton e Brad Pitt conversam de madrugada, num hotel, na penumbra, num clima de camaradagem erótica - não sei explicar mas foi assim que eu senti. O conto do Machado é isso, não tem muito do que se espera de um conto, apenas a pintura, o registro de um momento. É o tipo de conto com que mais conecto.
5.7.10
Livro com trilha sonora
JJ é um dos persoangens de A Long Way Down, do Nick Hornby. É um dos quatro suicidas que se encontram por acaso no topo de um prédio de Londres numa noite de reveillon. Dos quatro, ele parece o mais hesitante em assumir o motivo que o levou a decidir acabar com a própria vida: sua banda de rock não aconteceu, e ao invés da fama, tornou-se entregador de pizza, já que ser um rock-star foi uma aposta no tudo ou nada (largou a escola para seguir carreira na música). Ele não tem coragem de revelar a verdade de cara, daí mente dizendo que tem pouco tempo de vida, tem uma doença chamada CCR. Ele pegou a sigla de uma de suas bandas favoritas, Creedence Clearwater Revival. Imediatamente busquei a banda e é o que estou ouvindo. Peguei uma coletânea, e é de arrepiar. Tem coisas que lembram Elvis, Cash, já outras são psicodélicas. Deve ter algo a ver com a longevidade da banda. Não conheço ainda nada da história deles. Uma faixa é bastante conhecida: "Have you ever seen the rain". Me fez lembrar de um grande amigo. Outra faixa, mais blues, me trouxe a lembrança de outro, também da melhor época da adolescência. Esse eu reencontrei um dia desses na Treze de maio e foi aquela situação fria-blasé-acanhada. Eu entendo. É estranho encontrar um conhecido que depois de tanto tempo voltou a tornar-se um estranho. Bem, uma das coisas que gosto do Hornby é a sintonia, a antena pra um tipo de cultura e comportamento particular mas sem fronteira geográfica. JJ poderia muito bem ser o antigo amigo que me estranhou na rua, e vice-versa. Life's bigger, though. E falta eu terminar o livro. Ouvir o disco mais vezes. Traçar planos bs.
12.5.10
random note
I am a lazy boy I am. Even in my private journal there's been a gap, a long silence. My job now is just studying and as usual I'm overreacting. Though in my age I know perfectly the thing about balance and so.
So many plans... my short-stories are stuck but I'm gradually returning and want, hysterically want to publish this year. Talking about shit, yesterday I was in a kind of very informal speech of a non-published writer, whose influences are Amyr Klink, Paulo Coelho, and Guns 'n Roses. She showed her stuff, notebooks, diaries, books, and talked about her process in such a low-prof way that I almost cried. Zero vanity and lots of guts to show her ass that way. Well, her name is Fernanda and she writes here.
One more time I think of balancing. I'm not showing my hairy ass the way she did, but I need at least to shave it and show it and see what happens.
Today I told my whole adult life story to a brand new friend in just 10 minutes. Then I realized that I really need to do something about it, I mean, think more carefully about biography stuff. Of course, not in a showing-off, artificial sense, but in one having in mind the time factor, joy (with people) in the meantime, and death. And according to Marx, this is a contradiction since men do their own history, but don't know they do.
So many plans... my short-stories are stuck but I'm gradually returning and want, hysterically want to publish this year. Talking about shit, yesterday I was in a kind of very informal speech of a non-published writer, whose influences are Amyr Klink, Paulo Coelho, and Guns 'n Roses. She showed her stuff, notebooks, diaries, books, and talked about her process in such a low-prof way that I almost cried. Zero vanity and lots of guts to show her ass that way. Well, her name is Fernanda and she writes here.
One more time I think of balancing. I'm not showing my hairy ass the way she did, but I need at least to shave it and show it and see what happens.
Today I told my whole adult life story to a brand new friend in just 10 minutes. Then I realized that I really need to do something about it, I mean, think more carefully about biography stuff. Of course, not in a showing-off, artificial sense, but in one having in mind the time factor, joy (with people) in the meantime, and death. And according to Marx, this is a contradiction since men do their own history, but don't know they do.
14.4.10
On Beauties
I'm so having a good time researching and writing papers for the mastering course. It's much easier when you're required. I now understand those courses common in the u.s. made for writer aspirants and that cause discomfort to some aspirants here because of the humbling aspect of showing the need for help.
The more I read Zadie Smith's On Beauty the more I get curious about the author as a person (like me). My readings on the idea of the author's death, the different persona created by the author (person) to manipulate artfully its material, doesn't get me. For me, it's just a complex person like everybody else facing the world with their crafty perception, intelligence and, why not, imagination. I'm really into Smith, and there are some personal reasons for that.
Yesterday I had a good coffee and chocolate time with a girlmate from the mastering. Talks, flirting puzzles, and so on. I'd better definitely tell her I'm just a weirdo curious gay guy that fancies having affair with women to understand better what's it like, and possibly write about it, or that I'm one of those movielike embodiments of fables like that Andersen's Ugly Duckling. Of course, I don't mean it by the fable message itself but because of the troubles that come with being among totally diferent types. I don't even know what I want to say anymore. Stop it me!
I'm listening to Legião Urbana records. It's good soundtrack for sunny beautiful afternoons like today.
The more I read Zadie Smith's On Beauty the more I get curious about the author as a person (like me). My readings on the idea of the author's death, the different persona created by the author (person) to manipulate artfully its material, doesn't get me. For me, it's just a complex person like everybody else facing the world with their crafty perception, intelligence and, why not, imagination. I'm really into Smith, and there are some personal reasons for that.
Yesterday I had a good coffee and chocolate time with a girlmate from the mastering. Talks, flirting puzzles, and so on. I'd better definitely tell her I'm just a weirdo curious gay guy that fancies having affair with women to understand better what's it like, and possibly write about it, or that I'm one of those movielike embodiments of fables like that Andersen's Ugly Duckling. Of course, I don't mean it by the fable message itself but because of the troubles that come with being among totally diferent types. I don't even know what I want to say anymore. Stop it me!
I'm listening to Legião Urbana records. It's good soundtrack for sunny beautiful afternoons like today.
7.3.10
Dickinson
Fui até a janela fumar e decidir: sair ou não sair? Calor, sábado, cabelo cortado, nenhum plano, meia noite, 1 2 3... e abro um caderno, vejo um poema de E. Dickinson que transcrevi e que gosto muito.
(Emily quase nunca saía de casa.)
No poema ela questiona sobre a real existência da manhã, como se ela (a voz) estivesse trancafiada dentro da noite. Assim como Actor, disco de St. Vincent, esse poema, Will there really be a morning? tem uma coisa filme Disney. Lindo exuberante e assustador.
Eu traduzi! Tive de deslocar efeitos, e forçar a barra como "tão alto quanto" no original por "mesma simetria", mas está ficando do meu agrado. Talvez eu o leia em homenagem às mulheres próxima sexta numa ong numa rua chamada Alerta.
Outra coisa. Durante a tradução fiquei sabendo que o dente do siso em inglês se chama wisdom tooth, ou seja, os ingleses pegaram do latim.
(Emily quase nunca saía de casa.)
No poema ela questiona sobre a real existência da manhã, como se ela (a voz) estivesse trancafiada dentro da noite. Assim como Actor, disco de St. Vincent, esse poema, Will there really be a morning? tem uma coisa filme Disney. Lindo exuberante e assustador.
Eu traduzi! Tive de deslocar efeitos, e forçar a barra como "tão alto quanto" no original por "mesma simetria", mas está ficando do meu agrado. Talvez eu o leia em homenagem às mulheres próxima sexta numa ong numa rua chamada Alerta.
Outra coisa. Durante a tradução fiquei sabendo que o dente do siso em inglês se chama wisdom tooth, ou seja, os ingleses pegaram do latim.
28.1.10
estou em clima de adeus a quixadá. um lugar até perto, 168 km, mas muito outro. não explorei o que gostaria de fato. esperava ficar mais tempo trabalhando por aqui e conhecer mais lugares. mas nessa vida, realmente tudo pode mudar num virar de página. os arredores supreende, é bonito, perfeito para ciclismo, sendo possível parar num lugar ermo e se deixar ficar, sozinho. dificilmente aparece alguém importunando.
acredito não ter mencionado um filme dinamarquês que gostei muito, a festa de babete. a história original é da karen blixen. o filme é alegoria da escritora para o espírito artístico. e agora mato um tempinho antes de ir ao baile da rosinha, em quixadá. rosângela e o marido, talvez por falta de ambição de ser, são dessas pessoas que inspiram a gente.
passei em casa só pra pegar roupa e vir prestigiar. chegadas e partidas rápidas nas últimas 24 horas. canseira. o pôr do sol vermelho pela janela do ônibus e na mochila meu chapéu de pierrô.
acredito não ter mencionado um filme dinamarquês que gostei muito, a festa de babete. a história original é da karen blixen. o filme é alegoria da escritora para o espírito artístico. e agora mato um tempinho antes de ir ao baile da rosinha, em quixadá. rosângela e o marido, talvez por falta de ambição de ser, são dessas pessoas que inspiram a gente.
passei em casa só pra pegar roupa e vir prestigiar. chegadas e partidas rápidas nas últimas 24 horas. canseira. o pôr do sol vermelho pela janela do ônibus e na mochila meu chapéu de pierrô.
23.1.10
novela das oito, personagem da maria luiza mendonça: "minhas amigas estão sempre com problemas com marido, namorado, sou a única cujo único compromisso é comigo mesma... passo muito tempo sozinha..."
noto que ela fala como eu depois de umas cervejas, arrítmica.
o personagem da malu mendonça divaga sobre cama > teatro enquanto o acompanhante dela, jovem e classy, fala da decoração do ap inspirada em paris. ele enche taças de vinho branco/rosa ao som de carla bruni. manoel carlos caminha para um gênero dentro de um gênero?
coincidência: tou indo ver "up in the air" ou "amor sem escalas".
noto que ela fala como eu depois de umas cervejas, arrítmica.
o personagem da malu mendonça divaga sobre cama > teatro enquanto o acompanhante dela, jovem e classy, fala da decoração do ap inspirada em paris. ele enche taças de vinho branco/rosa ao som de carla bruni. manoel carlos caminha para um gênero dentro de um gênero?
coincidência: tou indo ver "up in the air" ou "amor sem escalas".
11.1.10
ida ao trabalho, houve acidente na estrada. mulher no asfalto, alguem tentava ajudar de alguma forma segurando o braço dela. estava de capacete e consciente.
comprei bis numa farmacia assim que cheguei. a maioria das lojas e mercearias de quixa nao possui ar-refrigerado. esqueci desse detalhe e depois do gosto estranho do bis (+ experiencia anterior em madrugada-horror no cine sao luiz) fiquei esperando a dor, mas ficou no mal-estar.
noite fria no sertão.
mal-estar.
______________________________________________________
comprei bis numa farmacia assim que cheguei. a maioria das lojas e mercearias de quixa nao possui ar-refrigerado. esqueci desse detalhe e depois do gosto estranho do bis (+ experiencia anterior em madrugada-horror no cine sao luiz) fiquei esperando a dor, mas ficou no mal-estar.
noite fria no sertão.
mal-estar.
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9.1.10
em apenas uma semana voltei a subir numa bicicleta e jogar basquete depois de tempos. a bike emprestada de amiga de amigo em quixa. trilhas, cenário bonito, jurassic park, casinhas de barro, algumas bem bonitas com jardim. casal de estudantes amigos de amigo fizeram taichichuam de frente pro açude enquanto eu fiquei de olho no sol encostando no paredão de pedra da galinha choca.
o casal do taichichuan tinha suco de maracujá no cesto da bike e ofereceu. chatos.
na volta, papo sobre boa forma. constrangimento no ar sobre a real razão de emagrecer. o óbvio: ficar minimamente "bedable"! mas ninguém assume. falta intimidade ainda.
o casal do taichichuan tinha suco de maracujá no cesto da bike e ofereceu. chatos.
na volta, papo sobre boa forma. constrangimento no ar sobre a real razão de emagrecer. o óbvio: ficar minimamente "bedable"! mas ninguém assume. falta intimidade ainda.
5.1.10
24.11.09
fui na padaria tomar café, meio da tarde. odiei o bolo xadrez, gosto de plástico, daí só mordi e deixei. fiquei com maria-maluca, para variar, e coca-cola.
tomei caminho diferente pra ir atrás de alugar perto do detran. parei junto de um senhor de rosto bem murcho, cara de dom quixote, bigode, numa monark vermelha. perguntei onde era o detran. ele me estendeu a mão e disse, pode pegar, tá limpa. apertei a mão dele, ilesa de calos, macia até. o homem bêbado deixou a monark cair no meio fio, me pegou no ombro e passou a apontar pro horizonte desenhando no ar o rumo que eu deveria seguir. o detran era logo ali e ele parecia insatisfeito em dar um informação tão curta e simples.
me despedi dele e agradeci.
quando me distanciei ele disse SEJA FELIZ, FIQUE COM DEUS.
tomei caminho diferente pra ir atrás de alugar perto do detran. parei junto de um senhor de rosto bem murcho, cara de dom quixote, bigode, numa monark vermelha. perguntei onde era o detran. ele me estendeu a mão e disse, pode pegar, tá limpa. apertei a mão dele, ilesa de calos, macia até. o homem bêbado deixou a monark cair no meio fio, me pegou no ombro e passou a apontar pro horizonte desenhando no ar o rumo que eu deveria seguir. o detran era logo ali e ele parecia insatisfeito em dar um informação tão curta e simples.
me despedi dele e agradeci.
quando me distanciei ele disse SEJA FELIZ, FIQUE COM DEUS.
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