17.7.11
Ruptura
Usine à Horta de Ebro é o nome desse quadro de Picasso. A análise dessa obra feita por Martine Joly apresenta Usine como exemplo do espírito da época (início sec. XX), quando os artistas demonstravam grande confiança na força expressiva da forma (Joyce) - Forster é hostil à amorfia do romance - e rompiam com a representação tradicional, o que repercutiu sobre a representação temporal: a sucessão no tempo (antes, durante e depois) cede lugar para vários "instantâneos", muitos ângulos e muitos momentos de visão no mesmo plano; abre-se espaço para a simultaneidade. Isso tudo me fez lembrar de Meia-Noite em Paris, do Woody Allen, filme que dialoga (brinca) com essa visão da arte vanguardista.
Próxima parada, Eve Sedgwick.
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